quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

Meta para 2015:
▫ Criar menos expectativas ao redor de quem já me fez quebrar a cara antes

domingo, 23 de novembro de 2014

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Ja dizia aquele cantor de forró dor de cotovelo pra se ouvir num bar às onze horas da noite olhando para uma  coxinha servida em óleo ouvindo o dono do bar brigar com a mulher porque ela quer ir dormir mas ele quer trabalhar e só tem você ali: cristal quebrado não cola jamais.

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

"Oi ex,
hoje não venho com palavras de ódio, nem te culpar por nenhum episódio, tampouco me colocar em cima de um pódio.
Sim, houve um tempo. Tempo em que desejei cascas de banana na sua calçada, um bicho gordo na sua goiaba, 28 pedágios na sua estrada.
Também não vim te acusar, nem te mandar se lascar, muito menos te pedir pra voltar.
A mágoa foi inevitável, mas se história é imutável, talvez tenhamos que pensar num caminho alternativo viável.
Vim perguntar se você está bem, se continua tendo sonhos do além, se contou dos seus medos para mais alguém.
Se seu pai largou o cigarro, se você conseguiu trocar de carro, se houve algo entre a gente que não tenha ficado claro.
Vim dizer que lembrei de você. Porque finalmente comi cordeiro, porque ri conversando com meu porteiro, porque nosso verão foram anos inteiros.
Vim com bandeira branca, sem qualquer indício de cobrança, apenas me divertindo com algumas lembranças.
Vim te contar que encontrei aquela nossa conhecida, a que foi morar em Aparecida, e que ela tá com a bunda super caída.
Vim contar que vi seu colega de trabalho, que ele tá meio grisalho, mas que ainda dá pra quebrar algum galho.
Vim falar de coisas que ninguém mais entenderia, que achei as fotos daquela viagem para a Bahia e que finalmente tem açaí aqui na minha padaria.
Não vim criticar sua nova paquera, nem retomar aquele clima de guerra, nem dizer qualquer coisa que não seja sincera.
Vim te dizer que está tudo ok, que eu tive uma doença, mas sarei,  e que aquele meu vizinho, de fato, é gay.
Não vim te propor uma bela amizade, um sorvete no fim da tarde e nem um fim de história marcado por vaidade.
Vim pra te desejar alguma sorte, vim porque já voltei a ser forte e porque sei que memória não respeita pena de morte.
Vim te deixar um abraço, porque te querer bem é o melhor que eu faço e porque, afinal, já chega desse cansaço.
Vim te dizer para ficar em paz, para respeitarmos o que deixamos para trás e para propor, enfim, que a gente não se queira mal, apenas não se queira mais."

Ruth Manus

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Eu. Eu. Eu. Eu. Eu. Eu. Eu. Eu.Eu. Eu. Eu. Eu. Eu. Eu. Eu. Eu. Eu. Eu. Eu. Eu.Eu. Eu. Eu. Eu. Eu. Eu. Eu. Eu.Eu. Eu. Eu. Eu. Eu. Eu. Eu. Eu. Eu. Eu. Eu. Eu. Eu. Eu. Eu. Eu. Eu. Eu. Eu. Eu.Eu. Eu. Eu. Eu. Eu. Eu. Eu. Eu. Eu. Eu. Eu. Eu. Eu. Eu. Eu. Eu. Eu. Eu. Eu. Eu.Eu. Eu. Eu. Eu. Eu. Eu. Eu. Eu. Eu. Eu. Eu. Eu. Eu. Eu. Eu. Eu. Eu. Eu. Eu. Eu.Eu. Eu. Eu. Eu. Eu. Eu. Eu. Eu. Eu. Eu. Eu. Eu.Eu. Eu. Eu. Eu. Eu. Eu. Eu. Eu.Eu. Eu. Eu. Eu. Eu. Eu. Eu. Eu. Eu. Eu. Eu. Eu. Eu. Eu. Eu. Eu. Eu. Eu. Eu. Eu.Eu. Eu. Eu. Eu. Eu. Eu. Eu. Eu. Eu. Eu. Eu. Eu. Eu. Eu. Eu. Eu. Eu. Eu. Eu. Eu.Eu. Eu. Eu. Eu. Eu. Eu. Eu. Eu. Eu. Eu. Eu. Eu. Eu. Eu. Eu. Eu. Eu. Eu. Eu. Eu.Eu. Eu. Eu. Eu. Eu. Eu. Eu. Eu. Eu. Eu. Eu. Eu.Eu. Eu. Eu. Eu. Eu. Eu. Eu. Eu.Eu. Eu. Eu. Eu. Eu. Eu. Eu. Eu. Eu. Eu. Eu. Eu. Eu. Eu. Eu. Eu. Eu. Eu. Eu. Eu.Eu. Eu. Eu. Eu. Eu. Eu. Eu. Eu. Eu. Eu. Eu. Eu. Eu. Eu. Eu. Eu. Eu. Eu. Eu. Eu.Eu. Eu. Eu. Eu. Eu. Eu. Eu. Eu. Eu. Eu. Eu. Eu...

Tudo eu.

terça-feira, 15 de julho de 2014

Amar você é coisa de minutos
A morte é menos que teu beijo
Tão bom ser teu que sou
Eu a teus pés derramado
Pouco resta do que fui
De ti depende ser bom ou ruim
Serei o que achares conveniente
Serei para ti mais que um cão
Uma sombra que te aquece
Um deus que não esquece
Um servo que não diz não
Morto teu pai serei teu irmão
Direi os versos que quiseres
Esquecerei todas as mulheres
Serei tanto e tudo e todos
Vais ter nojo de eu ser isso
E estarei a teu serviço
Enquanto durar meu corpo
Enquanto me correr nas veias
O rio vermelho que se inflama
Ao ver teu rosto feito tocha
Serei teu rei teu pão tua coisa tua rocha
Sim, eu estarei aqui.

 




sexta-feira, 11 de julho de 2014

Não sei se a vida é curta ou longa para nós, mas sei que nada do que vivemos tem sentido, se não tocarmos o coração das pessoas.
Muitas vezes basta ser: colo que acolhe, braço que envolve, palavra que conforta, silencio que respeita, alegria que contagia, lágrima que corre, olhar que acaricia, desejo que sacia, amor que promove.
E isso não é coisa de outro mundo, é o que dá sentido à vida. É o que faz com que ela não seja nem curta, nem longa demais, mas que seja intensa, verdadeira, pura enquanto durar
 
Cora Coralina

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Sozinho posso te ver melhor,quando se vai o sol, procuro o fio do seu cabelo no lençol.

Baixei aquele filme que 'cê disse que era bom, e vi que nada é tão bom quando 'cê não ta aqui. Um dia sem você é triste, uma semana é maldade, um mês não existe. Dou meus pulos, atravesso a cidade. Junto dinheiro pra financiar a viagem, uma bolacha, salgadinho, dois 'refris' e a passagem.
Já era, já fui, me espera amor, vou atrasar mais 10 minutos, parar pra te comprar uma flor. E tô pronto, na melhor roupa que eu tenho, uma rosa na mão esquerda, na outra mão um cartão com desenho. Correndo pra rodoviária, o 'busu' sai às nove. Desculpa o cartão molhado, é que novembro sempre chove à tarde. E hoje a chuva "tá" bolada, já me sentei, fiz minha oração, se Deus quiser, nem pega nada, vai. Tô indo sentado, vendo as montanha, lembrando que quanto mais você me perde, mais vezes você me ganha.
E aquela briga ontem foi foda, eu não queria te dizer, que eu não queria ter você, mas eu queria que você soubesse que eu me importo, e que eu sinto que essa chuva é o reflexo do estado do meu corpo. E foi pensando nisso que me joguei pra cá. Pra ver se quando eu te encontrar, eu faço essa chuva parar. Será que isso é possível? Eu sonhador demais, na entranha dor demais. Essa estranha dor é mais do que saudade...
É como uma necessidade, de poder ter a certeza que não era verdade o que você disse por telefone, que tava na hora de eu te provar que podia ser o seu homem. Que um menino que nem pode sustentar um lar nunca seria bom o suficiente pra tu casar... Foi pensando nisso que eu entrei nesse 'busão', mas talvez eu seja só um menino com uma rosa na mão.
E eu te ligo no celular, te avisando que eu to indo, e te pedindo, pra ir lá para me esperar, mas você que nunca disse que me ama, mais uma vez desliga sem dizer, se arruma e vai pra cama.
Tudo bem, dorme bem amor, te amo, quando acordar passa perfume que o seu homem "tá" chegando, vai.

(Me espera, tá? me espera...)

A cada segundo a chuva aumenta, nessa poltrona, a cada minuto que eu durmo eu acordo quarenta. Janela embaçada, tampando minha visão, eu fecho os olhos e praticamente sinto sua respiração. É como o silêncio do meu quarto sem você. Culpa dessa distância que me impede de te ver. Me impede de provar que te mereço, e te mostrar que o dinheiro "tá" pouco, mas que a alegria não tem preço. E eu pensando em você nesse momento, aproveito o tempo, pra treinar o pedido de casamento. Depois da briga, acordei cedo, peguei toda economia e comprei a aliança em segredo. Juntei moeda por moeda, pra poder 'tá aqui, pra mostrar que um menino pode te fazer sorrir.
Te sentir mais uma vez, sentir por uma vez, que achar que eu sou teu sonho não é uma insensatez.
Mas pera aí, eu ouço um barulho, que que 'tá pegando? A aliança caiu do meu bolso, tudo balançando. Quem "tá" gritando? Por quê ta girando? Alguém sabe?  Tento chamar seu nome, Mas minha boca nem abre.
Barulho de chuva, pneu, escuridão. Lembrar seu rosto se tornou a ultima opção. Agarro forte a rosa na lama.

Menino ou homem você me deixou partir sem dizer que me ama.

Eu não pensei que fosse pra tão longe essa viagem.
Toca o celular é você me mandando mensagem.
Eu preso nas ferragens sem me mexer.
Sei que você me escreveu mas fecho os olhos sem saber o quê...

- Projota

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

se a gente tiver sorte

"Se a gente tiver sorte, vai se acostumar ao outro corpo sem perder o interesse por ele. Os pés descalços, a pinta nas costas, a dor que reaparece e precisa ser combatida com massagens. Se a gente tiver sorte, vai se acostumar às ideias e a personalidade do outro, se apegar a elas. As descobertas e decepções da outra alma se tornam parte da nossa vida, compartilhadas. Se a gente tiver sorte, e alguma generosidade, vai receber o outro na nossa existência. Vai se acostumar a dividir com ele o tempo precioso, vai observá-lo mudar e amadurecer. Com sorte, a vida dela ou dele vai se tornar também a nossa vida. Por quanto tempo, nunca se sabe. A gente pode ter mais ou menos sorte. O importante é deixar-se tocar pela existência do outro e fazer parte dela. Deixar também que o outro faça parte. Essa é a grande experiência que fica, compartilhada."

- Ivan Martins